Apresentação

       
Actualizada a 20.11.11
       
 A caravela é a mais famosa de todas as embarcações portuguesas. Foi utilizada pelos navegadores portugueses desde o final do século XV até meados do século XVII. Caracteriza-se por ser um navio robusto e veloz, com velas latinas em dois ou três mastros. As caravelas tinham entre 20 a 30 metros de comprimento e 50 a 80 toneladas de porte.
         O modelo de caravela a construir pretende recriar a caravela  Bérrio, que fez parte da armada de Vasco da Gama na viagem inaugural à Índia. Zarpou de Lisboa a 8 de Julho de 1497 e regressou a 10 de Julho de 1499 com a notícia da descoberta do Caminho Marítimo para a Índia.
O projecto tem por base o modelo de caravela latina com três mastros em exposição no Museu de Marinha, em Lisboa, mas incorpora os resultados das investigações mais recentes e constitui uma oportunidade para proceder a uma revisão científica sobre a matéria.
Construção em madeira de bétula sobre uma estrutura de contraplacado marítimo.
Casco e convés com duas camadas de madeira de bétula, mastros e vergas em madeira, aparelho fixo e de laborar em linho e velas em tela. Batel em madeira, artilharia em metal. O modelo não será pintado, mas envernizado para realçar o trabalho realizado e pôr em evidências as técnicas de colocação dos forros de costado e cobertas.

Dimensões do modelo (aprox.)
Escala: 1/30
Comprimento total: 1,10 metros
Altura total com aparelho: 0.90 metros
Boca: 0,30 metros
Optou-se pela construção de um meio casco. Partiu-se da configuração genérica desta embarcação consignada na documentação técnica e definiu-se de raiz um protótipo geométrico tridimensional físico.
Desenho das secções transversais a partir das balizas recortadas do meio casco.
Desenho e montagem da peça axial no picadeiro de construção.
Recorte e montagem de uma baliza.
Estrutura constitutiva da embarcação antes da aplicação dos forros.
Conclusão do 1º forro em madeira de marupa.
Aplicação do 2º forro no painel de popa. Castelo de popa convencional no prolongamento de um painel de popa de carro. 
Cintado e início da aplicação do segundo forro em madeira de bétula. O tosado da cinta segue o preceito dos construtores da época que manda subir a altura da cinta três palmos na popa e dois na proa.

Grande plano sobre o costado na amura de estibordo permitindo observar os remates das voltas junto à roda.

Cintas singelas intervaladas por uma fiada de forro na altura do convés; cinta singela abaixo do talabardão. 
 Momentos conclusivos do 2º forro.
 
 A tolda é composta por três câmaras: duas laterais e uma de ré. As câmaras laterais têm uma porta e uma janela com as respectivas portadas, reforços, dobradiças e fechadura. O mastro é compósito tal como a enora, que foi torneada a preceito a partir de uma peça de secção quadrada na base. Repare-se nos rodapés que emolduram as paredes das câmaras na base e nos vaus arqueados que suportam o pavimento do andar superior. 
Castelo de popa com tolda, alcáçova e chapitéu. Trata-se de uma configuração típica das naus aqui aplicada a uma caravela de grande porte.


CONTINUA BREVEMENTE